![]() |
|
Prêmio o Melhor de Viagem Os preferidos do leitor |
|
A
Pousada do Zé Maria foi eleita pelos leitores de Viagem a melhor
do país de 2008. Seu segredo? A paisagem certa,
o serviço impecável e um dono gente boa. (matéria
extraída do site viagem e turismo) clique
aqui para ler a matéria |
|
|
|
|
|
A
pousada do Zé Maria foi eleita pelos leitores de Viagem a melhor
do país. Seu segredo? A paisagem certa, o serviço impecável
e um dono gente boa por Bettina Monteiro.Faz
bem pouco tempo, a imagem oficial de Fernando de Noronha, a que abria
reportagens de jornais e revistas e estampava o fundo dos retratos,
era a dos Dois Irmãos, os rochedos com forma de seios em frente
a duas das mais belas praias do Brasil: a Baía dos Porcos e a
Cacimba do Padre. Uma vez ou outra, a ilha de 17 quilômetros quadrados
plantada no Oceano Atlântico na altura de Pernambuco e também
era representada pela Baía do Sancho, outra praia top em rankings.
Até a Ilha do Frade,
aquele castelinho de areia que enfeita o horizonte da piscina natural
do Atalaia, já roubou a cena. Ultimamente, porém, a imagem
mais veiculada da terra dos golfinhos rotatores é a do feioso
Morro do Pico. Detalhe: com uma piscina de águas pluviais na
frente.
O responsável por essa façanha vem andando de bermuda e camiseta, quase surradas, de Havaianas no pé. Sem qualquer pressa. Tem uma longa cabeleira, meio grisalha, meio despenteada, e um sorriso bronzeado que não desprega do rosto. Não é um ilhéu - mas está preso a Noronha desde 1988, meio por acaso, meio por vontade. "Meu número é o 8 - um número hermafrodita, infinito", e essa é toda a explicação. Pois ele veio de férias, gostou, foi voltando, foi ficando, até que ficou. Abriu um supermercado só porque o dinheiro teria de vir de algum lugar e começou a fazer o que mais gostava (e gosta) na vida: reunir os amigos. Os amigos, vindos do continente, eram tantos, que ele foi convidado a abrir uma hospedaria para recebê-los. Regras de Noronha. E, assim, o homem que prefere uma rede ao trabalho transformou a casa de madeira, pré-fabricada, de frente para o Morro do Pico, sem vista para o mar, na Pousada Privê Paradise - que nunca existiu O
que existiu foi uma pousadinha domiciliar de dois quartos, duas suítes
e nenhuma regra, conhecida pelo nome do dono: Zé Maria. Uma das
raras pousadas de Noronha em que o café da manhã não
tinha (e não tem) muita hora: "Existe a regra, mas mais
do que ela existe a exceção", ri. Pois ali também
o almoço era tardio e o jantar, um banquete que se estendia noite
adentro. Pescador, como todo homem sem pressa, nosso herói com
caráter trazia a refeição do mar. Depois, reunia
os amigos para conhecer os "hóspedes" da semana e assim
ia, de prosa em prosa, na melhor das vidas. "Tenho
uma concessão de 99 anos", diz. E completa,
piscando: "Mas pode ser prorrogada". Até que dois paranaenses
deram uma mudadinha na história. Carlos Nogueira e Paulo Fatuch,
turistas, fãs de Noronha, e empresários no resto tempo,
ofereceram a maçã ao Zé.
E a pousadinha ganhou seis apartamentos, uma suíte de 130 metros,
13 bangalôs decorados com objetos de madeira retorcida e equipados
com colchões box spring, lençóis Trussardi, aparelho
de som, ar-condicionado com controle, TV de 29 polegadas - por assinatura
- e internet no quarto. "Fui o último a colocar chuveiro
quente, mas é a necessidade... Hoje tem até travesseiro
de papo de ganso húngaro", gargalha. Uma microacademia foi
inaugurada. Há 50 funcionários para 50 clientes. E a dita
piscina em frente ao feioso Morro do Pico. |
|
| Perdeu em clima? Não. Porque o dono continua na mesma velocidade: "Devagar, parando e Dorival Caymmi", explica. Acorda tarde, cuida da horta hidropônica (seu xodó), trabalha meia horinha no escritório - "O que importa é a qualidade, não a quantidade" -, conversa com os hóspedes à beira da piscina ou à mesa e passa a tarde na rede, no ar gelado ou no ofurô. "Afinal, preciso relaxar." Para depois arrematar a noite em seu restaurante - de prosa em prosa. Evidente que ele não pesca mais o jantar - são 2,5 toneladas de peixe por ano -, mas continua o mesmo: "Preparo tudo com o maior carinho", diz antes de apresentar cada prato no banquete que acontece às quartas-feiras e aos sábados. "Ele é o melhor anfitrião que conheço", interfere Hea Sown Shin, paulistana de 37 anos que já voltou pra lá quase 20 vezes. Zé Maria levanta da rede e segue para a espreguiçadeira à beira da piscina, de frente pro feioso Morro do Pico. Dá um gole na cajurosca (sua paixão) e faz o que mais gosta: filosofa. "Aqui em Noronha, o provisório é definitivo; o relativo é absoluto; e o inusitado é cotidiano." Quer entender o mistério da filosofia e da pousada? Venha pra cá e converse com o Zé Maria. Como
Chegar Anote
Aí |
|
|
|
| |
||||||||||
| |
|
|||||||||
| |
![]() |
![]() |
|
|||||||
![]() |
![]() |
|
||||||||
![]() |
|
|
||||||||
| |
|
|||||||||
| |
![]() |
![]() |
|
|||||||
| |
![]() |
|
||||||||
| |
|
|||||||||
| |
|
|
||||||||
| |
|
|
||||||||
| |
|
|
||||||||
| |
|
|||||||||
| |
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|